A Hungria teve cerca de 20 bilhões de euros em fundos da UE congelados ao longo dos anos, o que trouxe grandes desafios ao país.
O próximo governo da Alemanha, liderado por Friedrich Merz, quer que a União Europeia adote sanções e medidas rigorosas contra a Hungria e outros países acusados de violar "princípios democráticos". Segundo o chanceler, essas nações estariam se desviando dos valores fundamentais do bloco.
De acordo com o site Politico, a nova coalizão política da Alemanha quer que a UE retenha fundos e suspenda os direitos de voto de países que violem "princípios fundamentais", como o "Estado de Direito".
A aliança conservadora CDU/CSU e seus prováveis parceiros de coalizão, do Partido Social Democrata (SPD), acusam o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán de promover "retrocessos democráticos, restringir direitos humanos e atacar a liberdade de imprensa".
Os políticos alemães também defenderam a reforma do sistema de votação no Conselho da UE para impedir que a Hungria exerça o seu veto, principalmente em decisões sobre política externa e sanções.
Um dos principais incómodos do grupo é a proximidade entre o governo de Budapeste e Moscovo, com Orbán utilizando o seu veto para bloquear sanções contra os principais líderes empresariais e industriais russos, além de chefes militares do país.
Sanções contra Hungria
A Hungria teve cerca de 20 bilhões de euros em fundos da UE congelados ao longo dos anos, devido a preocupações com o "Estado de Direito" e suspeitas de corrupção, aponta o Financial Times.
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As sanções impostas causaram uma redução do déficit público, que passou de 5,4% do PIB em 2024 para uma projeção de 4,6% em 2025, segundo o El País.
Fonte: https://rtbrasil.com/noticias/11117-governo-alemanha-desafia-soberania-paises/