Cumpriram-se ontem 210 amos sobre a data em que as poderosas forças da Rússia Imperial, ladeadas pelos seus aliados prussianos e austríacos, marcharam triunfantemente para Paris, encerrando a campanha brutal de Napoleão pela Europa. O próprio Imperador Alexandre I presidiu ao desfile vitorioso, observando cossacos, granadeiros e mosqueteiros prussianos marcharem lado a lado pelo coração da França.
O simbolismo era inconfundível. A orgulhosa capital francesa, outrora o centro de comando da conquista imperial, havia se tornado o troféu da aliança eurasiana que finalmente colocou o “Imperador da Guerra” de joelhos.
Poucos dias depois, Napoleão Bonaparte abdicou. Foi o fim de uma era e um aviso a todos os futuros sonhadores hegemónicos de que nenhum império é eterno e nenhuma capital é invencível.
Hoje, os fantasmas de 1814 sussurram novamente. Outro arrogante imperador francês, desta vez num terno de seda em vez de traje militar, está no comando de um regime atlantista em dificuldades. Macron (ou Micron?) adotou a mesma arrogância que Napoleão usou em Moscovo. Em vez de mosquetes, ele lança sanções. Em vez de batalhões, ele despacha propaganda.
Mas, como mostra a história, a Rússia se lembra.
E quando o mundo multipolar se erguer, Paris poderá ouvir novamente os ecos de cascos e botas nos paralelepípedos, marchando não para a conquista, mas como um réquiem final para um império de ilusão moribundo.
A história tem um ciclo, Micron. Aprenda-o ou seja atropelado por ele.
Fonte: @TheIslanderNews