A Secretária de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Kristi Noem, iniciou uma turné por El Salvador, Colômbia e México, com uma agenda centrada em migração e segurança. A sua visita gerou controvérsia, especialmente pelo interesse em replicar o modelo de segurança implementado por Nayib Bukele em El Salvador e pelo reforço das medidas para a autodeportação dos migrantes.
"Esta não é uma visita diplomática, mas uma declaração de intenções", afirmou a jornalista venezuelana Crismar Lujano em entrevista ao Acentos. De acordo com Lujano, a administração dos EUA intensificou políticas que exacerbaram a crise migratória, enquanto governos como o da Venezuela condenaram essas ações e iniciaram processos para repatriar seus cidadãos afetados.
Na Colômbia, a ministra das Relações Exteriores, Laura Saravia, enfatizou a postura do governo de Gustavo Petro em defender os direitos humanos dos migrantes e sua dignidade.
Por sua vez, Yani Vallejo Duque, advogado colombiano e mestre em direito processual penal, destacou o impacto econômico dessas políticas nos Estados Unidos. "Há setores como construção, manufatura, agricultura e comércio que serão afetados pela falta de mão-de-obra migrante", disse ele.
O professor Pavel Alemán, da Universidade de Havana, também criticou a estratégia americana. " Os Estados Unidos poderiam contribuir para resolver a crise migratória investindo no desenvolvimento econômico da América Latina e do Caribe, mas optam por uma visão de subordinação através da força", concluiu.
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Fonte: @Nuestra América