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O acordo secreto
Publicado em 02/03/2025 21:56
Novidades

Talvez já tenham ouvido falar, e talvez até já saibam, mas há algo que constituiu uma novidade para mim e que eu tenho que compartilhar convosco.

 

Assim, quando Zelenski esteve nos EUA no final de Setembro e se encontrou com Trump (antes das eleições americanas), quis fazer um acordo com ele sobre mais ajuda à Ucrânia e ofereceu-lhe então os recursos ucranianos como compensação.

 

Quando os ingleses souberam disso, apressaram-se a passar à frente de Trump, porque ele ainda não era o presidente, e não conseguia decidir nada. Assim, o primeiro-ministro inglês, Keir Starmer, assinou um acordo de parceria de 100 anos com a Ucrânia em 16 de janeiro em Kiev. Reparem que isso aconteceu 4 dias antes da posse de Trump.

 

De acordo com esse tratado, após a cessação das hostilidades na Ucrânia (e o regresso dos territórios perdidos), a Grã-Bretanha assumirá o controlo de todos os portos ucranianos, todos os depósitos de gás natural, instalações de armazenamento e oleodutos, depósitos de urânio e todos os outros recursos. Afinal, é tudo à volta de recursos e nada tem a ver com liberdade e democracia.

 

Só que há um problema em tudo isso. Zelensky não é o presidente da Ucrânia e a sua assinatura nesse contrato é tão válida como a minha, se eu o tivesse assinado. Sim, eu sei que agora algumas pessoas vão começar a duvidar disso, mas a constituição ucraniana é clara – o mandato presidencial dura 5 anos e não pode ser prorrogado por qualquer motivo, nem mesmo por um só dia.

 

E o que aconteceu a seguir? O “estúpido” Trump está agora a conversar com Zelensky mesmo sabendo que ele não é legítimo – porquê? Porque quer “entalar” os ingleses. A Grã-Bretanha está numa situação económica desesperada e precisa dos recursos ucranianos. Nem sequer vale a pena mencionar os “poodles” europeus que seguem os seus donos britânicos, porque não passam de cãezinhos bem treinados.

 

Por outro lado, Trump está a falar a sério com Putin sobre a mútua cooperação, desde o levantamento de todas as sanções até ao intercâmbio comercial que será baseado num modelo de mercado, e não explorador como o fariam os britânicos.

 

Provavelmente repararam que a Ucrânia não foi muito discutida na reunião bilateral entre as delegações americana e russa na Arábia Saudita.

Só mesmo um pouquinho nas conversas, e porquê? porque é uma história acabada.

 

Aqueles que ainda afirmam que “Putin atacou a Ucrânia” por causa do seu desejo de conquista e para se apoderar dos seus recursos, são ridículos.

 

O facto de não saberem que a Rússia é o maior país do mundo e, como tal, o mais rico em recursos, e que o território ucraniano é somente uma pequenina parte, revela uma severa deficiência na sua educação, informação e inteligência. Não podemos deixar de os desconsiderar.

 

E finalmente, uma conclusão: A Grã-Bretanha está condenada. A Europa está a seguir esse exemplo e assim estamos no abismo da civilização pois, desde o final da 2ª guerra mundial há cerca de 80 anos atrás, continuamos às cabeçadas uns aos outros aqui na Europa e mesmo no interior dos nossos próprios países. Quando descobrirmos que estamos mesmo em apuros, provavelmente vamos atribuir a culpa ao Putin, a Trump ou a quem quer que esteja no poder, como é o nosso hábito. Por uma vez, que seja o momento de os europeus perceberem que a “pérfida Albion” só prospera quando pirateia e rouba os recursos alheios e que, finalmente, juntamente com o seu agente Zelensky, tem os seus dias contados.

 

Baseado e adaptado da tradução de um “post” no FB de uma senhora croata.

 

 

Postado no Facebook pelo Major-General Raúl Luís Cunha

 

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