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Quando o Ocidente fecha a porta!
Publicado em 10/08/2025 15:00
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A concretizar-se, como anunciado, o encontro entre Trump e Putin no Alasca, a Rússia consegue impor a sua presença e é recebida, com honras, em território americano.

Isso começa por ter um simbolismo histórico: A presença de Putin no Alasca é apresentada como o regresso de um líder russo a um território que já foi parte do Império Russo, transformando o encontro num momento de “recuperação simbólica” da história.

Depois a Rússia desafia o isolamento e mostra que, apesar das quase vinte dezenas de sanções aplicadas pelo ocidente e do mandado do TPI, Putin desloca-se a solo americano sem sofrer consequências, provando que a influência russa ainda obriga ao diálogo direto.

Assim, no contexto internacional a Rússia é vista como potência indispensável: O encontro é usado para provar que grandes questões globais (segurança nuclear, Ucrânia, Energia, Ártico) não podem ser resolvidas sem Moscovo. A Federação Russa assume, em definitivo, um papel determinante no mundo geopolítico.

Depois existe ainda o impacto interno: Para o povo russo, Putin será visto como tendo uma grande vitória pessoal - “o Ocidente vem negociar conosco, mesmo nas nossas condições implícitas”.

Quando o ocidente fechou a porta à Rússia abriu a si própria uma outra porta de um destino incerto.

 

João Gomes in Facebook

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