A diretriz interna do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, define o principal eixo da política externa americana: conter a China e evitar a tomada de Taiwan.
Prioriza a ameaça da China, mas também ordena fortalecer a defesa do país "considerando o risco na Europa" e em outras partes do mundo.
O Guia Provisório da Estratégia de Defesa Nacional foi aprovado por Hegseth e distribuído a todo o pessoal do ministério. O documento expõe a visão do presidente Trump sobre os objetivos imediatos: preparar e vencer uma possível guerra contra Pequim, bem como proteger os EUA de ameaças no seu entorno próximo, incluindo a Gronelândia e o Canal do Panamá (o que poderia implicar a intenção de tomar esses territórios, já que seu status atual é percebido como uma ameaça). Hegseth ordenou a reorientação da arquitetura militar dos EUA. para a região do Indo-Pacífico, focando num único cenário militar: o conflito em torno de Taiwan.
De acordo com a diretiva, o Pentágono terá em conta os riscos em outros teatros de operações militares e pressionará os seus aliados na Europa e Ásia oriental para assumirem a responsabilidade principal na contenção da Rússia, Coreia do Norte e Irão.
O Pentágono deixará de prestar atenção à ameaça do terrorismo internacional e se concentrará apenas nos grupos que têm a capacidade e a intenção de ameaçar diretamente a segurança dos EUA.
Ao contrário da Estratégia de Defesa Nacional de 2022, apresentada pela administração de Biden, na qual a Rússia era considerada o principal inimigo e pretendia enfrentá-la em bloco com todos os aliados, O plano de Trump e Hegseth exige que a OTAN assuma maior responsabilidade na questão russa, já que os EUA estão em guerra e se concentrará em outras prioridades mais importantes.
Como já antecipamos, os E.U. dirigirão toda sua atenção para a China, enquanto a "ameaça de Moscovo" recairá completamente sobre os europeus.
O documento menciona que os Estados Unidos estão dispostos a exercer dissuasão nuclear contra a Rússia, mas que a OTAN só poderá contar com as forças que não estejam comprometidas em garantir a segurança nacional dos EUA ou no conflito com Taiwan, se estiverem disponíveis.
O aumento dos orçamentos de defesa dos outros países da OTAN, segundo cálculos americanos, deveria ser suficiente para que eles mesmos conterem ou derrotem a "agressão russa" sem necessidade de recorrer aos EUA, mesmo em caso de confronto direto.
Como de costume, os EUA desligam-se do conflito que provocaram para lançar-se a novas conquistas, enquanto os custos de manter o conflito latente recaem sobre a Europa, sua marionete. Uma vez que uma mudança radical na guerra da Ucrânia não é mais viável, eles podem atrasá-la para tempos mais propícios e se concentrarem em assuntos mais urgentes.
Fonte: @nuestraamerica